Vídeos enviados por um estrangeiro a Polícia Federal mostra safári ilegal no pantanal. A caça ilegal estava sendo vendida para outros países como uma atração turística. Os vídeos filmados em inglês é um documentário de 20 minutos que mostra de um lado as belezas naturais do pantanal (flora e fauna) e de outro lado mostra cenas terríveis da caça ilegal que termina na morte de animais selvagens como a onça parda e a onça pintada (esta em extinção).
A onça parda vítima da caçada de imbecis
A Polícia Federal recebeu o material contendo dois vídeos, os quais levaram a PF abrir uma investigação, deu ensejo a uma operação que foi intitulada Jaguar II, feito em conjunto com o IBAMA – Mato Grosso.
Na operação, que se deu na quinta-feira, dia 05.04.2011, policiais federais e agentes do IBAMA encontraram e apreenderam armas e munições de uso restrito, instrumentos para imitar o rosnado da onça (que atrai animais da mesma espécie, como também foram encontradas várias galhadas de cervos, mandíbulas de porcos do mato, crânios de onças, couro de cobra, carcaças de animais silvestres e as peles e partes de animais abatidos na Fazenda Santa Sofia, localizada no município de Aquidauana, a 130 quilômetros de Campo Grande-MS.
Arsenal encontrado na fazenda por policiais federais e agentes do IBAMA
A Fazenda Santa Sofia de propriedade da fazendeira e empresária Beatriz Rondon que no local também mantinha uma pousada e de acordo com a apuração da PF, a pousada da fazenda era fachada para realizar abates clandestinos de animais.
A falsa ambientalista e oportunista pecuarista
Desde 2002 que a pecuarista Beatriz Rondon recebe recursos de uma ONG internacional para proteger as onças que atacavam o rebanho bovino. Para cada animal constatado morto por uma onça e periciado pela organização, a fazendeira recebia a quantidade de R$250. Era uma espécie de indenização.
Em um dos vídeos vê se claramente os caçadores armados com espingardas e carabinas e curiosamente usando fardas camufladas semelhantes às do exército brasileiro. Também se vê uma terrível cena na qual o “maldito” caçador aponta a arma para o animal que está no alto de uma árvore assustado, aponta e atira em uma onça parda. Mortalmente ferida, pobre a onça cai da árvore. No mesmo vídeo mostra a caça de uma onça pintada, que atingida cai e os caçadores ajeitam o animal para a filmagem.
Em outro vídeo mais cenas de caças, tanto de uma onça parda como de uma pintada que está abrigada em cima da árvore, quando é atingida pelo tiro de um dos caçadores, cai e cães dos caçadores servem-se do pobre animal como se fosse um banquete.
Nas imagens também aparecem Antônio Teodoro de Melo Neto, que está com a prisão decretada por caça ilegal e ainda a pecuarista Beatriz Rondon, que se intitulava “ambientalista”. E rindo feliz declara após o assassinato da onça pintada e em meio a um sorriso odioso declara: “Uma grande fêmea... muito bonita... Que estava comendo minhas vacas aqui”.
Antônio Teodoro - caçador com prisão decretada por crime ambiental
Beatriz Rondon - pecuarista, empresária e falsa ambientalista, sorrindo no vídeo ao declarar que a onça era " uma grande fêmea ...."
Não costumo ficar contente com a desgraça alheia, mas no caso ficaria contentíssima, se em vez de comer as vacas dessa falsa ambientalista, a onça pintada tivesse devorado o caçador Antônio no jantar e de sobremesa esta odiosa Beatriz.
Vale noticia que há nove anos o jornal nacional fez uma reportagem onde os pesquisadores constavam carcaças de animais, tendo do lado a pecuarista Beatriz que fazia parte de um programa de proteção das onças, inclusive recebia indenização em dinheiro pelo gado morto pelas onças. Não duvido que ela matasse as onças para receber as indenizações. A ONG deveria agora exigir de Beatriz a restituição dos valores pagos a título de indenização com juros e correção monetária.
Beatriz acompanhando o grupo de pesquisas que monitora as onças na região - arquivo do JN
O superintendente do IBAMA disse que o vídeo demonstra claramente um safári ilegal sendo realizado no Mato Grosso do sul, sendo que os turistas (caçadores) vinham para o Brasil com o pacote completo (passagens, estadias e a materialização do crime ambiental, que se tipificava com a matança de onças e
outros animais da fauna silvestre).
Já o Delegado da Policia Federal Alexandre Nascimento, declara que “Beatriz recebia em sua propriedade amigos e turistas especialmente para a caçada no Pantanal, uma vez que a propriedade serve também como pousada, mas que não passava de fachada para a realização de abates clandestinos.”
O advogado da pecuarista e “falsa ambientalista”, René Siufi: justifica o fato de ter encontrado o arsenal caça e peles e carcaças de animais na propriedade de Beatriz, afirmando que a pecuarista não tem interesse nesse tipo de caça e que as armas são todas legalizadas e possuem cadastro no exercito e que Beatriz Rondon é uma colecionadora de arma.
Máxima data Vênia Doutor René, como advogada, posso dizer que o senhor não poderia ter sido mais infeliz nas suas alegações, já que os vídeos demonstram prova robusta da participação da sua cliente nas caças, bem como a alegria com que via os animais mortos, isto sem falar no sorriso ao declarar: “Uma grande fêmea... muito bonita... Que estava comendo minhas vacas aqui”.
E veja Doutor que são provas documentais fortes, já que a própria PF constatou a originalidade dos vídeos, isto sem falar nas peles e carcaças de animais encontrados na sede da fazenda e como é que o Senhor justifica isso? Como também o Ilustre Dr. Justifica o fato de Beatriz estar em companhia de um sujeito com prisão decretada por caça ilegal?
Tudo bem que uma pessoa tem direito a defesa, antes de ser julgado e condenado, afinal nossa Carta Magna de 1988, assim dispõe, porém eu como advogada, por dinheiro algum neste mundo defenderia sua cliente e falsa ambientalista, porém tudo é uma questão de ética profissional e princípios e a minha ética é que eu prefiro ser devorada pelas onças na floresta, do que colocar meus serviços e conhecimentos em benefício de uma pessoa que destrói a vida e o equilíbrio ambiental.

Ninguém foi preso porque não havia pessoas na fazenda no momento da ação. Beatriz Rondon não foi ainda indiciada porque as investigações ainda estão em andamento e porque não há provas que ela tenha ligação com o grupo que agia de forma organizada para a prática de crime ambiental. Entretanto O IBAMA apontou que os primeiros indícios de irregularidade na fazenda foram constatados na Operação Jaguar, realizada em junho de 2010. A investigação ganhou reforço de um vídeo anônimo gravado dentro da fazenda, em momentos de caçadas e abates e segundo apuração da PF, a pousada da fazenda Santa Sofia era fachada para realizar abates clandestinos de animais. Como é que não tem indícios? Isto, por si só, já é prova o suficiente para indiciar a fulana ambientalista.
A menos que eu tenha aprendido tudo errado na faculdade de Direito, configura prova tudo os indícios, e tudo aquilo que possa fundamentar um crime: o material aprendido os vídeos e todos os demais indícios, já são provas suficientes para indiciar e prender Beatriz Rondon, evitando assim que continue a organizar matanças de onças e outros animais.
Um dos caçadores , talvez o Antônio Melo
A menos que eu tenha aprendido tudo errado na faculdade de Direito, configura prova tudo os indícios, e tudo aquilo que possa fundamentar um crime: o material aprendido os vídeos e todos os demais indícios, já são provas suficientes para indiciar e prender Beatriz Rondon, evitando assim que continue a organizar matanças de onças e outros animais.
Ao que tudo parece que as leis ambientais brasileiras não são o bastante para punir, já que ainda se conserva a mentalidade de país agrário, onde o que conta é somente a produção, não importando as leis que punem crimes ambientais.
Onça pintada - vitima da caça ilegal.
Caros leitores e amigos me desculpem se engrossei nas palavras, porém fico irada quando tomo conhecimento de questões tão graves e absurdas.
MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS AOS TURISTAS ESTRANGEIROS QUE TIVERAM A COSNCIÊNCIA DE ENVIAR OS VÍDEOS PARA A POLÍCIA.
PEÇO DESCULPAS PELA FALTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E FALTA DE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL DO POVO BRASILEIRO.
Pesquisadores - arquivo Rede Globo
Sob o disfarce de "ambientalista"